
Sentir dor em uma doença grave não deveria ser encarado como algo inevitável. Apesar disso, muitos pacientes ainda convivem com dor mal controlada — e isso impacta diretamente sua qualidade de vida.
A boa notícia é que, na maioria dos casos, a dor pode ser tratada de forma eficaz quando avaliada corretamente.
Por que a dor pode não estar controlada?
Existem diferentes motivos para isso:
- Subtratamento ou doses inadequadas
- Medo do uso de opioides
- Falta de avaliação especializada
- Dor com múltiplas causas (física, emocional, neuropática)
- Comunicação inadequada entre paciente e equipe
Mitos que ainda atrapalham o tratamento da dor
Um dos principais obstáculos é o medo de medicamentos mais potentes, como os opioides. Quando bem indicados e acompanhados, eles são seguros e fundamentais no controle da dor moderada a intensa.
Outro mito comum é acreditar que a dor faz parte do processo e precisa ser suportada — o que não é verdade.
Quando buscar ajuda especializada?
- Quando a dor persiste mesmo com tratamento
- Quando há efeitos colaterais importantes
- Quando a dor interfere no sono, alimentação ou mobilidade
- Quando há dúvidas sobre o uso de medicamentos
O papel dos cuidados paliativos no controle da dor
O cuidado paliativo atua de forma abrangente, avaliando não apenas a dor física, mas também fatores emocionais e contextuais. O objetivo é devolver conforto e funcionalidade ao paciente.
Dor não controlada não é normal. É um sinal de que algo precisa ser ajustado — e, na maioria das vezes, há solução.

